PSD realiza filiações e Georgiano diz que MDB será tratado com reciprocidade

O Partido Social Democrata (PSD) realizou um evento de filiação na manhã desta segunda-feira (23) em Teresina. Além do retorno dos deputados estaduais Georgiano Neto e Simone Pereira, o partido também filiou o ex-governador Wilson Martins, pré-candidato a deputado federal.



O partido trabalha de forma acelerada para lançar as chapas de deputados estaduais e federias após o rompimento da aliança com MDB, que optou pelo fim da fusão cruzada entre os partidos.

No retorno ao partido e em busca de uma vaga no parlamento federal, Georgiano traçou metas para o PSD.



"Muito feliz de voltar ao PSD, partido que ajudamos a fundar e que a cada eleição tem tido grandes vitória. Estamos voltando para fortalecer o PSD e construir uma grande vitória nas eleições deste ano, com a meta de eleger cinco ou seis deputados estaduais e dois ou três federais neste ano", disse.

Sobre a relação com o MDB, o parlamentar destacou que o que o tratamento entre os partidos será reciproco, apontando que o MDB dita o ritmo da relação entre as siglas.

"Da nossa parte são águas passadas, estamos olhando pra frente. Temos um projeto maior que é o  projeto majoritário. E como tenho dito, o PSD vai buscar a unidade e a pacificação da base, já que conseguimos nos reorganizar. E naturalmente que a gente espera o compromisso do MDB com o projeto majoritário do PSD. A maneira que o MDB tratar o PSD, é a maneira que o PSD vai tratar o MDB. Eu acho que depois de tudo que aconteceu, o gesto tem que partir do MDB", pontuou.

O presidente estadual do partido e pré-candidato ao senado, Júlio César adotou um tom mais cauteloso, afirmando que o compromisso do PSD com a reeleição de Marcelo Castro ao senado permanece.

"Não houve extremismo. Na política você tem que respeitar as decisões dos aliados. E o MDB quis a quebra de entendimento e nós respeitamos. Eles contam também com o nosso voto e reafirmo o nosso compromisso de apoiar o candidato a senador Marcelo Castro", ressaltou.

Recém-chegado, Wilson Martins descartou qualquer desconforto com o Partido dos Trabalhadores (PT), apontando que a escolha pelo PSD foi pacifica.

"São as circunstâncias da política. No PT tenho grandes amigos, de longa caminhada. Mas na política você tem que insistir, tem que articular e vislumbrar a possibilidade de ter um mandato para ser transformador. E as circunstancias nos levaram a um entendimento de muita paz e tranquilidade para migrar para o PSD, e é esse contexto que estamos trabalhando para seguir em frente", concluiu.

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